Diário da Justiça  
             
Entrevista com Ivan Bertoldi e João Luís Martelli Moreira (TJ/SC)
postado em 12/08/2008 - 11:44

Entrevista com  Ivan Bertoldi e João Luís Martelli Moreira, assessores de planejamento do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina que se encontram em Teresina para implantação Planejamento Estratégico Participativo e que tem como missão: Humanizar a Justiça, assegurando que todos lhe tenham acesso, garantindo a efetivação dos direitos e da cidadania com eficiência na prestação jurisdicional.

A partir do processo de Planejamento Estratégico iniciad  o em 2000, o Poder Judiciário de Santa Catarina (PJSC) desenvolveu uma série de técnicas inovadoras, visando à busca por uma  gestão d  e excelência. Com a evolução natural desse processo, sentiu-se a necessidade de adotar uma metodologia adequada que possibilitasse o desdobramento das estratégias e o acompanhamento do desempenho institucional.

Seguindo recomendação do Programa de Qualidade no Serviço Público - Gespública - e observando as melhores práticas de organizações exemplares, optou-se pela utilização do Balanced Scorecard (Bse). o modelo propicia a tradução.do Planejamento Estratégico em ações operacionais, por meio de um sistema de indicadores que retratam a performance organizacional, chamado Painel de Bordo. Dessa forma, orienta a tomada de decisões, possibilitando o direcionamento adequado dos recursos que viabilizarão ações de impacto positivo.

O que é Planejamento Estratégico Participativo?

Ivan Bertoldi – É uma ferramenta de administração que visa a melhoria dos resultados para a administração, diagnosticando a situação atual e o que se deseja da organização e enfocando como se vai fazer essa mudança na administração para obter melhores resultados.

João Luís Marteli – Quando nós falamos planejamento, queremos dizer que é o ato que precede a ação, então nós precisamos pensar antes de agir. Quando nós colocamos a expressão “estratégico”, estamos elevando, antes de pensar, antes de agir, ao contexto de toda uma administração. Nesse sentido então, por meio de planejamento estratégico, define a missão, se define visão, os objetivos estratégicos da organização, de forma quais serão as políticas balizadoras para seja o objetivo estratégico, essa visão de futuro venha a ser atingida.

Como o senhor avalia a implantação do Planejamento Estratégico Participativo no Tribunal de Justiça do Piauí? 

João Luís Marteli – É uma iniciativa louvável da atual administração desse Tribunal, no nosso entender será, com certeza, um divisor de águas para todos, Tanto para os desembargadores quanto para os servidores e, ganha no final de tudo, a sociedade quem realmente precisa cada vez mais de serviços de qualidade, de celeridade, de eficácia do Poder judiciário.

O senhor acha que com essa implantação do Planejamento Estratégico Participativo no Poder judiciário do Piauí, quem será mais beneficiado é o jurisdicionado?

Ivan Bertoldi – Sem dúvida, esse é que é o enfoque do planejamento, voltado para a sociedade. Como acontece em Santa Catarina, os resultados se revertem em benefício da sociedade com uma melhor prestação de serviços, uma melhor aplicação dos recursos, uma administração mais profissional. Isso é o resultado, com menos improvisações os resultados vão acontecendo gradativamente. Não só o objetivo do planejamento estratégico é beneficiar uma administração, vai transcorrer em benefício de outra administração, continuidade, os projetos vão estar tecnicamente tabulados, projetados e vai ser mais fácil administrar o Poder judiciário do Piauí como foi em Santa Catarina.

Quais os resultados obtidos com a implantação do Planejamento Estratégico Participativo no judiciário de Santa Catarina?

João Luís Marteli - Os resultados, eles são perfeitamente aferidos por meio de toda uma mudança, não só no âmbito da administração, como no efeito dessa mudança. Nós notamos hoje que a administração acontece de uma maneira mais orquestrada, sem grandes saltos e ressaltos, todos que são envolvidos em qualquer ação de qualquer uma das áreas técnicas do tribunal são inicialmente convidados a participar de uma sessão de planejamento na qual todos têm consciência e a dimensão e o esforço que têm que empreender no futuro para que aquela determinada implantação aconteça, aí vem, por exemplo, a ampliação e a instalação de um novo fórum, a ampliação do número de varas, enfim, o jurisdicionado, com certeza, percebe as diversas ações, na capacitação pela qual os servidores passam para que eles consigam atender com melhor qualidade, os sistemas de computação mais eficientes, dando total transparência de todas as ações, não só administrativa, mas principalmente, o acompanhamento, a movimentação processual em todas as comarcas do Estado. Nós temos lá em Santa Catarina a informatização abrangendo todas as comarcas, desde a menor a Capital do estado, onde todos os processos podem ser acompanhados pelo advogado por meio da internet, ou seja, o efeito do planejamento em que pese, um efeito que talvez não seja não tão imediato, uma vez que nós iniciamos o planejamento estratégico em 2000, só são oito anos nessa caminhada, mas com certeza estamos transformando a realidade da justiça catarinense, com passar do tempo, com uma forma bem organizada e com os resultados esperados sendo atingidos. 

Que melhorias podem acontecer após a implantação do Planejamento Estratégico Participativo aos desembargadores e servidores do Tribunal de Justiça do Piauí?

Ivan Bertoldi – Na verdade os magistrados e servidores são os clientes internos da administração, então haverá uma prestação de serviços internos de melhor qualidade, na administração de pessoal, na aquisição de bens, para quê? Para os servidores, para os magistrados, suas requisições vão fluir mais rapidamente, vão estar envolvidos treinamentos para magistrados e servidores para que melhor prestação dos serviços. Internamente é, sem dúvida, os resultados serão positivos e o povo do Piauí vai sempre lembrar desse marco histórico que está sendo iniciado nessa cidade.